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RAMP foram a capa da edição número 2 da VERSUS-MAGAZINE, uma revista nova no panorama da música mais "pesada" feita em Portugal.
 Quem pensa que o nome dominante do Metal Português é Moonspell, PODE estar enganado. Os RAMP são uma força colectiva e dominante que está no activo há 20 anos. Para celebrar duas décadas de existência, os RAMP preparam um novo e muito aguardado lançamento, «VISIONS», que já se revelou ser o melhor trabalho de sempre da banda liderada por Rui Duarte. Eis Ramp, na voz de Rui: «Visions» é, na minha opinião, o melhor trabalho na história dos RAMP, sendo também o mais agressivo. Partilhas da mesma opinião? Claro que serei sempre suspeito mas... partilho da mesma opinião. «Visions» é alvo de uma viragem surpreendente em relação a trabalhos anteriormente editados. Como descreves esta evolução? Acho que a maneira mais simples e honesta é a de que Visions é apenas o reflexo daquilo que são os RAMP em 2009. Uma banda madura, que já ultrapassou barreiras inócuas e que nada tem a provar para além da musica que deseja fazer. Depois do Alive segue-se agora a Ilha do Ermal, que este ano está em força. Como tem sido o Verão em termos de concertos para os RAMP? O feedback tem sido positivo? Contrariamente ao que muita gente julga o álbum ainda não saiu para o mercado. Segundo informações do Management, a edição só irá acontecer entre Setembro e Outubro. Fizemos a tour de Pré-Release, o Alive e o Ermal. Quanto a mais espectáculos espero que depois da saída do álbum se venha a realizar mais estrada. O feedback relativamente ao disco tem sido excelente. Acho que muita gente foi apanhada de surpresa. Esperemos que o nosso contributo consiga elevar cada vez mais o movimento da música pesada em Portugal. No Optimus Alive partilharam o palco com grandes bandas internacionais. Como foi para vocês fazer parte, e bem, de um alinhamento monstruoso como aquele? É uma honra. Metallica para nós, sempre o confessámos, não é apenas uma banda grande que possibilta exposição. Foi uma das principais razões para a formação dos RAMP. Por isso é uma situação sempre especial podermos representar Portugal de uma maneira genuína enquanto verdadeiros fãs desta grande banda. Quanto ao cartaz tenho de concordar que foi fortíssimo, o que só veio reforçar tudo o que disse anteriormente. Como tem sido a adesão do público ao «Visions»? Excelente. O encontro e o intercâmbio de gerações tem sido fabuloso e curiosamente alguns dos temas novos já se tornaram momentos altos dos espectáculos.
Tenho sempre curiosidade em saber como se dá o processo de composição das bandas. Como é para vocês o trabalho de estúdio? Há alguma ideia inicial que parta de alguém? Não existe um método preciso. Tanto pode nascer de uma situação de ensaio conjunto como através de apenas um elemento... ou dois. Penso que sejas tu a escrever as letras. Em que te inspiras e que temas procuras abordar? Para mim a maior fonte de inspiração sempre foi a VIDA. Os temas relacionados são infindáveis e universais. «Single Lines» foi um dos melhores temas que já ouvi da vossa parte. O resultado final foi algo fácil de conseguir? Todos os temas dos RAMP são alvo de um certo trabalho de pormenor. Single Lines apesar de não ser aquele que mais tempo teve de composição acabou por ser um dos mais bem conseguidos deste disco. O caminho que percorreram desde a vossa formação já é longo e bastante peculiar. De que forma procuram dar seguimento a essa evolução no futuro? A manter a maior honestidade possível. Portugal é pequeno e sofre da sua dimensão, no entanto, consideramos que o nosso papel está reservado através da nossa maneira de estar... honestos e exigentes. A vossa formação é composta por excelentes músicos que já estão habituados a tocar em grandes palcos com bandas internacionais muito conhecidas. Sei que já foi há algum tempo, mas como foi tocar no Ozzfest? Foi excelente. Reencontrar Slayer com Dave Lombard foi um momento alto. Tool são definitivamente músicos de outra dimensão. Ficou apenas uma enorme pena de não termos tido a presença de Ozzy Osbourne. Fez algum tempo que não lançavam um disco (Sem esquecermos o lançamento de «Planet Earth»). A que se deveu o grande intervalo que separa «nude» de «visions»? Possivelmente existe um pensamento generalizado que os músicos apenas fazem música e a gestão das suas bandas e carreiras. Infelizmente a realidade muitas das vezes é bem diferente. Os RAMP não fazem parte do leque afortunado de quem pode viver apenas da sua banda ou de apoio monetário familiar. Sendo assim temos de nos dividir em várias actividades simultâneamente. Tudo isso somado com problemas pessoais complicados, levaram a que o iato entre Nude e Visions fosse maior do que desejávamos. Optaram por oferecer o disco ao público que comprasse os ingressos para os vossos espectáculos. A que se deveu esta decisão? Aquilo que pretendíamos era sentir genuinamente o pulsar das pessoas que gostam dos RAMP. Não porque ouviram falar nas revistas mas sim porque nos respeitam e são nossos companheiros nesta aventura. Assim, todos os espectáculos foram promovidos apenas em meios muito directos (essencialmente através da Internet) e sem cartazes. Para os mais descrentes, só quem foi realmente a um dos espectáculos é que hoje pode dizer que tem um disco oficial do VISIONS. Essa era a nossa real intenção: partilhar o nosso disco com alguém especial. Após 20 anos, o Tozé abandonou a banda. De que forma é que o novo guitarrista, Tó Pica, contribuiu para o crescimento dos RAMP? O Tó Pica apenas entrou com o processo do disco completamente encerrado, no entanto considero que ele está a conquistar um espaço próprio dentro dos RAMP. Talvez porque não sendo propriamente um estreante destas lides, ele sabe que nunca vai ser o Tozé, e felizmente está consciente que a sua personalidade é diferente. Acho que trouxe uma grande dose de adrenalina. Tem contagiado as nossas actuações com a sua energia e irreverência. Estou expectante de ouvir o seu contributo em termos de composição. Para finalizar, alguma mensagem que queiram deixar aos vossos fãs? Obrigado por tudo o que connosco partilham!
Entrevista: Joel Costa
+ Info: http://www.versus-magazine.com/
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